Clique Aqui e conheça o Histórico do Núcleo

Clique Aqui e conheça Nossas Produções

Clique Aqui e conheça nosso Canal no YouTube

quarta-feira, 3 de junho de 2009

TV DE RUA COM-OLHAR (PROJETO EM CONTRUÇÃO)

A TV de rua surgiu como possibilidade dos membros do Núcleo ampliarem seus conhecimentos da linguagem, apontando para a formação, qualificação profissional e a geração de emprego e renda. Como não existem no país as salas de cinema suficientes, tão poucos políticas públicas que supram esta necessidade, o núcleo resolveu levar o cinema até o povo.

A “TV de Rua COM-OLHAR”, quer criar um sistema de comunicação com a comunidade por meio do cinema e do vídeo, valorizando as manifestações culturais locais, utilizando um caminhão, como suporte.

Para a população é uma oportunidade de conhecer os mecanismos de funcionamento de uma televisão, participar da mesma, já que tudo é ao vivo, desde a montagem dos equipamentos e a edição. O importante é o alfabetizar o olhar, desconstruir, construir o sistema visual que tão arraigado está em nossa sociedade.

Este projeto que fez sua apresentação inaugural aguarda patrocínio para sua continuidade, pois acredita e constatou a importância de uma atividade desta penetração.

MASCATE CINECLUBE

Um garoto de Diadema, deficiente físico carente se envolve com a linguagem do audiovisual, entra em um núcleo de CINEMA (COM-OLHAR) e após um curto espaço de tempo começa a produzir, chegando a dirigir seu primeiro trabalho. Por iniciativa própria, volta a estudar. Um dia em sua escola, depois de assistir um filme que a professora passou, ele conta aos colegas e professores, que ele participa de um Núcleo de produção e que ele havia dirigido um vídeo. Um dos professores sugere a ele trazer um de seus trabalhos a mostrar na escola. Ele leva e o sucesso é tão grande que, o pedido estende-se para toda a escola, O sucesso é ainda maior, pois desta vez, ele leva outro produtor e membro do núcleo de produção. Um debate é travado entre os produtores e a comunidade escolar. Daí pra frente os pedidos não param. Então surge a idéia de se fazer uma exibição em outras escolas e comunidades de bairro, em espaços diferentes, com público diversificado. Nasce “MASCATE CINECLUBE” o cinema ambulante. 

O Mascate exibe hoje em vários pontos da zona sul de São Paulo, em praças públicas, associações de bairros, escolas e em qualquer lugar onde a comunidade clame por ver o filme na tela grande. As exibições na rua congregam a comunidade local, que depois comenta e debate o filme e a temática. Quando é montada a tela e os equipamentos de exibição a comunidade observa e participa, perguntando ou mesmo ajudando em algumas tarefas, é uma construção coletiva e no momento da exibição muitos trazem de casa sua cadeira e a magia do cinema acontece.

A programação obedece sempre à vontade e interesse local, voltada para um tema gerador, que permita um debate amplo por aqueles que assistem ao filme, mesmo que pela primeira vez, alias, este é o objetivo, abrir janelas para o mundo em que estes vivem.

NOTA.

O cineclube conta com outra figura muito singular Miguel Batista, cordelista, que dá ao cineclube um caráter personalizado. seu ofício, ganha pão é ser pedreiro, mas é no cinema que encontra seu verdadeiro “eu” Ultimamente a grande imprensa vem noticiando a existência deste membro do Núcleo COM-OLHAR, o pedreiro cineasta. 

CINECLUBE ASSUNÇÃO HERNANDES

Surge essencialmente da necessidade de divulgar as produções do Núcleo e da produção cinematográfica nacional. O grupo criou seus próprios mecanismos de divulgação e colocou o filme na tela. Para o cineclube ter uma sede, o núcleo sentiu necessidade de um patrono, alguém, que acreditasse no cinema nacional, que fosse presente, um verdadeiro difusor da cultura e do cinema nacional.  A produtora Assunção Hernandes acreditou na idéia e juntou seu nome a esta atividade e com o apoio do Departamento de Cultura de Diadema, o Núcleo de Cinema e Vídeo COM-OLHAR instalou sede fixa o “CINECLUBE ASSUNÇÃO HERNANDES” o sonho passou a ser realidade

Hoje como a maioria das atividades culturais e artísticas o desafio e dificuldades estão presentes, a sala onde ficava a sede é utilizada para outras ações e este espaço de valorização da cultura cinematográfica brasileira está temporariamente desarticulado.

HISTÓRICO

É um grupo de estudo, produção e difusão que possibilita aos seus membros realizarem seus sonhos em imagem em movimento. Formado por alunos que passaram por oficinas de cinema e vídeo interessados em participar do processo de realização, o Núcleo COM-OLHAR acredita e investe nos valores artísticos locais, como forma de incentivar a região e também como inclusão social.

A partir de 1999, sob a coordenação de Diogo Gomes dos Santos, cineasta e cineclubista, o Núcleo acreditando na vontade do fazer cinema, do fazer cultural levou o grupo a fundar o Núcleo COM-OLHAR na tentativa de fazer cinema no Brasil como forma de desafio e realização de um sonho.

O processo de construção do núcleo e de suas produções é muito rico, agrega outras linguagens, já que a sétima arte é a junção das demais artes. O processo de estudo do núcleo inclui aulas teóricas, práticas, mas, sobretudo pela utiliza-se da experiência vivida, do ver, ouvir e falar. Neste processo, as sessões cineclubistas, onde o debate é privilegiado, são incluídas.

Um ponto interessante do grupo está na sua estrutura que mantém a heterogeneidade como qualidade, tanto como formação, faixa etária e poder aquisitivo. São integrantes: pedagoga, pedreiro, jornalista, motorista de caminhão, fotógrafos, estudantes, radialistas, autodidatas, cineclubista cineasta, jovens que só tiveram a experiência do primeiro emprego e salário, por meio do Núcleo, que encontraram nesta atividade uma profissão.

A transversalidade entre as várias linguagens é uma das características deste grupo, já que na equipe existem representantes oriundos das mais diversas formações e interesses.

Alguns trabalhos do Núcleo COM-OLHAR já receberam vários prêmios em diversos Festivais e Mostras.

Além do estudo e da produção, o Núcleo realiza um trabalho de difusão exibindo, tanto de suas produções, como da região e principalmente, do filme brasileiro, como atividades cineclubistas. É entendimento do Núcleo que o filme só existe em sua plenitude, quando na tela, ele dialoga com o público, de forma coletiva.

Ciente desta máxima em 2003 cria o Mascate Cineclube, com exibição itinerante e em julho de 2004 cria também o Cineclube Assunção Hernandes em uma sede fixa, homenageando esta produtora brasileira de relevância nacional. Também pensando nesta mesma linha o Núcleo tem um projeto chamado TV de RUA, que exibiu filmes por meio de um caminhão, ao vivo num diálogo com o público.